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  • INFORME PUBLICITÁRIO

    Empreendimento contará com investimento total de R$ 220 milhões, sendo R$ 140 milhões para as obras e R$ 80 milhões destinados à aquisição de equipamentos de alta tecnologia

    O Governo de Sergipe deu mais um passo decisivo para o fortalecimento da saúde pública ao autorizar a execução dos projetos básicos para a construção do Complexo Materno-Infantil Nossa Senhora de Lourdes. O empreendimento receberá um investimento total de R$ 220 milhões, sendo R$ 140 milhões destinados à obra e R$ 80 milhões à aquisição de equipamentos de alta tecnologia, e marca uma nova etapa na assistência à mulher, à gestante, ao recém-nascido e à criança em todo o estado.

    Sob gestão da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o novo complexo consolida um investimento estruturante e estratégico, voltado ao cuidado integral materno-infantil, com foco na humanização, na segurança do paciente e no fortalecimento do vínculo familiar.

    A atual maternidade, inaugurada em 2006 de forma provisória, será substituída por uma unidade moderna, de alta complexidade, projetada para atender às demandas atuais e futuras da população sergipana. A previsão é que a nova estrutura seja concluída até 2028.

    O Complexo Materno-Infantil Nossa Senhora de Lourdes contará com 234 leitos, um aumento de 48% em relação à unidade atual, e foi concebido para responder a demandas históricas, especialmente no atendimento à gestação de alto risco. Em um único espaço, a população terá acesso a assistência especializada, tecnologia de ponta e um modelo de cuidado centrado na humanização.

    Estrutura moderna

    A unidade contará com estrutura hospitalar moderna, preparada para atender casos de média e alta complexidade. Estão previstos 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Materna, destinados a gestantes e puérperas que necessitam de monitoramento intensivo, além de 40 leitos de UTI Neonatal para o cuidado de recém-nascidos prematuros ou em condições clínicas delicadas.

    O complexo também terá 40 leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Convencional e 20 leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Canguru, promovendo um cuidado progressivo e humanizado, que respeita o desenvolvimento do bebê e fortalece o vínculo entre mãe e filho.

    A construção do Complexo Materno-Infantil será realizada por meio de Licitação Pública Internacional (LPI), em razão da magnitude do projeto, da complexidade técnica e do elevado padrão de qualidade exigido. O financiamento reúne recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, da Caixa Econômica Federal e do Governo do Estado de Sergipe.

    Assistência de alta complexidade

    O projeto prevê a aquisição de equipamentos médico-hospitalares de última geração, alinhados aos mais elevados padrões de qualidade e segurança. Entre os recursos estão sistemas avançados de monitoramento materno e neonatal, equipamentos de suporte à vida, tecnologias modernas de diagnóstico por imagem, aparelhos cirúrgicos e anestésicos de alta precisão, além de dispositivos voltados ao controle de infecção e à biossegurança.

    A incorporação dessas tecnologias permitirá maior agilidade nas respostas clínicas, precisão diagnóstica e melhores desfechos assistenciais, contribuindo diretamente para a redução de complicações e óbitos evitáveis. A modernização da infraestrutura também proporcionará melhores condições de trabalho aos profissionais de saúde, refletindo positivamente na qualidade do atendimento oferecido à população.

    Entre os serviços previstos estão ainda um Banco de Leite Humano, essencial para o incentivo ao aleitamento materno e apoio às mães, além de um ambulatório multiprofissional e um Ambulatório de Seguimento, voltado ao acompanhamento dos bebês egressos das unidades intensivas, garantindo a continuidade do cuidado após a alta hospitalar.









  • INFORME PUBLICITÁRIO

    Produção de amônia teve início em 31 de dezembro e marca nova fase para a indústria de fertilizantes em Sergipe

    O ano de 2026 começou com uma notícia estratégica para o desenvolvimento econômico de Sergipe com a retomada das operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), em Laranjeiras. A Petrobras anunciou que a unidade voltou a produzir amônia no dia 31 de dezembro de 2025, marcando oficialmente a reativação da planta industrial. O processo de retomada vem sendo acompanhado de perto pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), desde as negociações iniciais até a fase operacional.

    Localizada na Grande Aracaju, a unidade sergipana volta a funcionar após o Estado garantir condições estruturais e incentivos por meio de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento industrial. A Fafen Sergipe possui capacidade instalada para produzir até 1,8 mil toneladas de ureia por dia. O empreendimento é beneficiado pelo Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) e tem previsão de criar até 1.400 empregos diretos e indiretos.

    Com a produção de amônia já iniciada e a previsão de retomada gradual da produção de CO₂ e ureia, a expectativa é de que a Fafen volte a ocupar posição estratégica no cenário industrial do Nordeste, fortalecendo a economia local, gerando empregos e ampliando as oportunidades para os sergipanos.

    Impacto na região

    Desse total, 338 vagas foram abertas por meio do portal GO Sergipe, plataforma do Governo do Estado que conecta trabalhadores às oportunidades ofertadas pelas empresas. As contratações abrangem diferentes áreas e níveis de formação, com cargos como auxiliar de serviços gerais, pintor industrial, carpinteiro, encanador, almoxarife, eletricista, soldador, assistente administrativo e técnicos em edificações, meio ambiente e segurança do trabalho.

    Para quem vive nas cidades próximas à fábrica, a retomada simboliza novas oportunidades. É o caso do morador de Laranjeiras, Christian Ramon dos Santos, beneficiado pelo Mutirão do Emprego, iniciativa do Governo do Estado que aproxima trabalhadores das vagas formais.

    “Às vezes, a gente mora perto do local onde tem a oportunidade, mas não consegue chegar. Moro praticamente ao lado da fábrica. Antes, a gente não tinha isso, alguém que pudesse nos ajudar. Seja uma fábrica ou um supermercado: priorizar as pessoas da própria região para dar a oportunidade é muito importante”, considera.

    Novo modelo de operação

    Implantada pela Petrobras em 1980, a Fafen de Sergipe consolidou-se como um polo estratégico para a produção de ureia, amônia e sulfato de amônio no Nordeste. Sua instalação impulsionou investimentos estruturantes no estado, como obras de abastecimento hídrico, melhorias no fornecimento de energia, transporte e telecomunicações.

    Ao longo dos anos, a unidade enfrentou desafios operacionais e períodos de paralisação, mas sempre manteve relevância no parque industrial sergipano. Em 2018, a fábrica entrou em processo de hibernação e, após negociações mediadas pelo Governo de Sergipe, foi arrendada à Unigel em 2019, com retomada das operações em 2021, apoiada por incentivos fiscais e melhorias de infraestrutura.

    Arrendada à iniciativa privada desde 2020, a Fafen Sergipe teve suas atividades suspensas em março de 2024, após a então operadora Unigel alegar inviabilidade econômica. Com o encerramento do contrato e a superação dos entraves judiciais, a Petrobras abriu nova licitação para operação das fábricas de Sergipe e da Bahia.

    O processo foi concluído em julho de 2025, com seis propostas apresentadas. A vencedora foi a Engeman Manutenção de Equipamentos, com contrato assinado em setembro de 2025, no valor aproximado de R$ 976 milhões. Pelo novo modelo, a Engeman atua como prestadora de serviços de operação e manutenção das unidades, enquanto a Petrobras permanece responsável pelas atividades comerciais.